A Birmânia (oficialmente, União de Mianmar) é um país do sul da Ásia, tornando-se independente do Reino Unido em 1948, com o nome oficial de União da Birmânia, designação que voltou a adoptar após um período como “República Socialista da União da Birmânia” (1974 a 1988).
Em 18 de Junho de 1989, o regime militar birmanês anunciou que o nome oficial do país passaria a ser União de Mianmar. A nova designação foi reconhecida pelas Nações Unidas e pela União Europeia, mas não pelos governos dos EUA e Reino Unido.
A diversa população birmanesa teve papel fundamental para definir a política, história e demografia do país nos tempos modernos. O seu sistema político é hoje mantido sob controle do Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento – o governo militar chefiado, desde 1992, pelo General Than Shwe.
As forças armadas birmanesas controlam o governo desde que o General Ne Win, desencadeou um golpe de Estado em 1962, para derrubar o governo civil de U Nu. Integrante do Império Britânico até 1948, a Birmânia continua a enfrentar tensões étnicas.
A cultura do país baseia-se no budismo teravada, temperado por elementos locais.
Aung San Suu Kyi, é líder e activista birmanesa, premiada com o Nobel da Paz em 1991, líder da oposição ao regime ditatorial do país, activista dos direitos humanos.
Nasceu em 1945, em Rangum, filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia que foi assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade.
Depois de ter vivido em Londres, regressou ao seu país em 1988, aquando da morte da mãe. O seu retorno à Birmânia, entretanto denominada Myanmar, coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico no país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar. Nesse ano morreram dez mil pessoas em consequência das medidas de repressão adoptadas pelo regime.
Após o seu partido (a Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia continuou a ser dirigida pelo general Ne Win num regime ditatorial, mas a luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional.
Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, e em 1991 foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz.
Em 1995 o regime militar decidiu levantar a pena de prisão domiciliária imposta à Prémio Nobel, como sinal de abertura democrática dirigido à comunidade internacional. As liberdades individuais de Suu Kyi, porém, continuam muito limitadas.
Confronto sem fim à vista
No início de Setembro de 2007, começou o protesto dos monges, devido a agressões de vários deles por soldados.
São muitos os monges agredidos com coronhadas de espingardas, especialmente vítimas da frustração policial, por não os conseguirem impedir de marchar até o centro de Rangum e ao Pagode de Sule.
Os confrontos entre o poder militar e o poder religioso, as duas maiores instituições do país, poderão ainda estar longe de terminar, a pergunta é quem vencerá a contenda.
Pelo menos 300.000 birmaneses tomaram as ruas de Rangum e de outras cidades da Birmânia no maior protesto contra a Junta Militar desde a violenta repressão de activistas democratas pelo regime há duas décadas.
As maiores manifestações, lideradas pelos monges budistas, decorreram em Rangum, a antiga capital e maior cidade do país, em Mandalay (norte), a segunda mais povoada, e em Pakokku, na região central.
Em resposta e face à recusa da Junta Militar de se desculpar pela agressão aos bonzos (sacerdotes budistas), a Aliança de Todos os Monges da Birmânia convocou um protesto nacional, que teve o apoio de activistas democráticos e dezenas de milhares de cidadãos dispostos a mostrar em público o seu descontentamento, pela primeira vez, em várias décadas de repressão.
Ocorreram manifestações em várias cidades, com os monges entoando o mantra do «metta sutha» sobre a bondade e com as tijelas de recolha de oferendas viradas ao contrário em sinal de protesto.
A jornada de protesto foi precedida de uma ordem pela hierarquia da instituição budista da Birmânia, sob controlo governamental, para todos os monges regressarem aos mosteiros e acabarem com as reclamações contra a Junta Militar.
Depois das manifestações, a Junta ameaçou “tomar medidas” contra os monges budistas.

[...] Histórias como esta abundam na Internet: O Globo Online, Último Segundo, Folha Online e Paulo Mateus. [...]